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DELÍRIOS ARTIFICIAIS

Viver perto dos limites era a maneira que encontrava para dar contorno às incessantes criações

Morava na ponta do mundo onde se escondem os mistérios e precipícios. Viver perto dos limites era a maneira que encontrava para dar contorno às incessantes criações. Artesã, por essência, vivia só, mas sempre acompanhada por todas as ideias que caíam sobre sua cabeça. Quem via de longe, jurava que eram duas Feita do dobro, refratava como cristal. Brincava de adivinhar o passado e lembrar do futuro. Cozinhava o tempo como quem sabe de tudo. Pela manhã, xícaras de água com uma pitada de sal. Água salgada pra lembrar do mar, dizia. Escolheu o lugar onde nascem as ideias pra chamar de casa. Falava no futuro do pretérito como se costurasse com a boca o novo e o velho. Uma amálgama de tudo que se vê Amarrava cordas, pedras brutas e conchas Rodeava-se de seres inteligentes. Essas criaturas, que ganham vida, a cada fagulha Alimentava constantemente delírios artificiais. Acreditava que se enchesse a cabeça de sonhos, podia se tornar pássaro e voar. Enquanto era atravessada por tudo isso, martelava esculpindo o exato momento em que começa a existir. Criar era seu ofício diário. Dar vida aos pensamentos embaralhados, ideias desencontradas, resquícios do absurdo coreografava o impossível. A mulher que é ilha sabe receber a água, domar o fogo e moldar o desejo.

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